22ª Feira de Artes da Villa Pompéia.
A 22ª Feira de Artes da Vila Pompéia, que foi realizada no dia 17 de maio 2009, antecipou as comemorações de um século da Villa Pompeia, de quando foi fundada no ano de 1910, por Rodolpho Miranda, da Companhia Urbana Predial, na época, considerada a Suissa Paulista.
O Centro Cultural Pompeia entra nesta rota de comemoração do Centenário deste bairro, que está situado entre a Água Branca e a Lapa, cortada pela malha ferroviária à margem do rio Tietê.
A Villa Pompeia, um bairro de estrangeiros, que chegaram ao Brasil, a partir do início século XX, expandida entre loteamentos das chácaras. Na Avenida Pompeia ergueram-se casarões que reproduziam, na medida do possível, as mansões da Avenida Paulista, abrigando a classe média alta. Em outras ruas, casas simples, conjuntos populares e pequenas vilas, testemunhavam festas e inesquecíveis batepapos nos portões.
Hoje, o bairro tornou-se cosmopolita, o que permite a existência da Feira de Artes da Vila Pompeia, onde a expressão cultural e social do bairro, anualmente no mês de maio realiza a confraternização cultural de grande sucesso na cidade de São Paulo.
Artistas das várias tendências culturais, que representam a cena cultural paulistana, desde a Pompeia e a zona oeste, abrangendo todas as outras zonas e das outras cidades e dos estados, sobretudo, manifestações da periferia urbana, até as manifestações experimentais da elite urbana, assim como as manifestações étnicas e regionais, entre elas, as literárias, as teatrais, as performáticas e as circenses.
Contamos nesta edição de 2009, com a participação da sociedade civil do bairro, numa convocação extraordinária, para que em 2010 possamos homenagear o primeiro século da Vila Pompéia, ‘a altura da importância histórica e cultural, uma vez, que é aqui o berço do rock paulista.
Centro Cultural Pompéia
São Paulo abril de 2009
O evento
A Feira de Artes da Vila Pompéia é um evento sócio-cultural, de lazer e entretenimento, realizado há 21 anos nas ruas do bairro da Vila Pompéia, zona oeste da cidade de São Paulo.
Participam do evento artistas, artesãos, estilistas, escultores, designers, atores, músicos, cineastas, fotógrafos, órgãos públicos, ongs, moradores, comerciantes, empresas, formadores de opinião, críticos de arte e imprensa.
A Feira é realizada anualmente no terceiro domingo de maio, conforme o calendário oficial de eventos da Prefeitura da Cidade de São Paulo e Spturis – Eventos e Turismo (Lei 14.485 de 19 de julho de 2007 – Projeto Lei nº 102/07) e está em tramitação no Ministério do Turismo, um projeto de lei para inserir a Feira no calendário nacional de eventos culturais.
A Feira, cuja entrada é livre e gratuita, recebe um público circulante de 100.000 pessoas de diversas localidades, das 9:00 às 19:00.
22ª Feira de Artes da Vila Pompéia
Click no logo do Centro Cultural Pompéia e saiba como chegar na feira de onde você estiver...
Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
Sábado, 21 de Junho de 2008
Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Ao
Centro Cultural Pompéia
No dia 18 de maio, o Programa Municipal de DST/Aids da Secretaria da Saúde de São Paulo teve a oportunidade, pela primeira vez, de participar da Feira de Artes da Vila Pompéia. Durante a 21ª edição da Feira, doze técnicos e agentes de saúde em DST/Aids do município puderam conversar diretamente com a população sobre prevenção às doenças sexualmente transmissíveis e ao HIV/Aids. Cerca de 36 mil preservativos foram distribuídos às pessoas presentes ao evento.
A ação de saúde desenvolvida na 21ª Feira de Artes da Pompéia foi um bom exemplo da importância de temas fundamentais, como a saúde, terem espaço em grandes comemorações comunitárias e eventos festivos. Ali, o Centro Cultural Pompéia e a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo puderam contribuir com a prestação de um serviço público à população, com criatividade, leveza e seriedade.
O Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, em nome da Secretaria Municipal da Saúde, agradece ao Centro Cultural Pompéia, a todos os organizadores e participantes da 21ª Feira de Artes da Vila Pompéia pelo convite e pela eficiência de toda a equipe durante os trabalhos. Parabéns a todos!
Esperamos que na 22ª Feira de Artes da Pompéia possamos estar juntos, novamente.
Um abraço
Maria Cristina Abbate
Coordenadora
Programa Municipal de DST/Aids
Secretaria Municipal da Saúde-SP
Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008


Eu sempre achei que a cidade de São Paulo poderia ter uma feira cultural, uma vez por semana, cada vez em um bairro diferente. Eu acho que é um grande instrumento onde você pode juntar várias peças. Junta a área social, a cultural, de turismo, econômica. Você reúne pessoas que tem uma série de talentos, ou que sofrem com a falta de oportunidades de lazer, onde as pessoas passam o final de semana enfiadas em uma cidade que é uma selva de pedra. Até politicamente, ocupar as ruas, e fazer política de uma forma muito abrangente e muito democrática.
Por Cleber F.C.Pessoa - Coordenador geral CCP
E vc também acha que as feiras culturais de rua são importantes para a democratização da cultura ???
Por Cleber F.C.Pessoa - Coordenador geral CCP
E vc também acha que as feiras culturais de rua são importantes para a democratização da cultura ???

Como surgiu a Feira de Artes da Vila Pompéia?
Antes, precisamos voltar um pouco na história do “Pourquoi Pas”. Bom, a “Creperie Pourquoi Pas”, como era chamada, foi formada por dois franceses, o Pierre e o Gri, e pela Silvana que era brasileira e que podia registrar o negócio no nome dela e que também era esposa do Pierre. Foi aberta em 1987.
Eu conheci o Pourquoi Pas por que sempre freqüentei o bairro, pois tinha muitos amigos na Pompéia. E eu tenho uma história com a Pompéia, desde os 7 anos quando comecei a jogar basquete no Palmeiras.
Na época, eu tinha 20 anos e gostava muito de trabalhar nos bares. Já tinha trabalhado no Bixiga (Bela Vista), quando eu conheci o bar, comecei a freqüentar e logo entrei de garçom. E a Creperie tinha uma idéia muito informal de um lugar pra você comer um crepe francês e consumir arte e cultura.
Tinha exposições, lançamento de livros... tinha várias coisas acontecendo com música e tal. Mas sempre houve problemas com o barulho, com a música, com a vizinhança. Mesmo por que na época a Vila Pompéia era um bairro dormitório. Não tinha “noite” no bairro, pouquíssimos bares. E quando tinha, não era no bairro em si, era encostado, como o Bar do Alemão na Av. Antarctica.
Dois anos depois de sua inauguração, a administração da Creperie passou pra outro Pierre e pro Marquinhos, que manteve o mesmo espírito de fazer arte no bar, fazer cultura. Essa mistura, na ocasião, era muito diferenciada para a vida noturna paulistana. Era um lugar totalmente fora do circuito noturno, por que na época, o que predominava eram Pinheiros, Jardins e Bixiga.
Na ocasião, eu ainda trabalhava de garçom e a gente percebeu que havia um problema sério com a vizinhança. Em uma reunião surgiu a idéia de fazer as atividades do lado de fora. Fazer arte na rua. O que já se fazia normalmente com os amigos que freqüentavam o bar. Escritores, escultores, fotógrafos, publicitários, jornalistas, músicos, artistas plásticos, artesãos, cineastas, pessoal de circo, atores renomados como Jairo Mattos, Zeca Baleiro, todos eles surgiram no “Pourquoi Pas”. Já que tínhamos esse perfil, resolvemos dar um presente pra vizinhança.
A primeira edição dessa festa, que batizamos como “Arte na Rua”, contou com um palco na rua e 17 espaços para entidades sociais. Me lembro que tinha um casal, cuja mulher foi aluna do meu pai, que morou no Senegal. Ela colocou uma barraca para expor o artesanato local. Haviam diversas entidades também, por que na época eu era ecologista, eu era militante no SOS Mata Atlântica, na Associação da Juréia. E trouxe diversas entidades, a maior parte ecológicas e também a Ciça, uma grande amiga que fazia salgados, que hoje tem uma Creperie, na Rua Paulistana, na Vila Madalena. Ela colocou coisas pro pessoal comer, que era o que ela sempre soube fazer bem, é uma profissional na área de gastronomia.
Esse conjunto de coisas foi tão interessante. Eram bandas que já tinham tocado no Pourquoi Pas, artistas que já tinham feito alguma exposição no bar... vieram mais ou menos umas 500 pessoas. E foi tão legal, que todo mundo pediu BIS.
Como foi agora, no evento que nós fizemos em Abril, o DEU JAZZ NA POMPÉIA. Muita gente saiu falando, e foi esse o espírito da Feira, o começo foi assim. E a partir daí, com a vizinhança aprovando, com a vizinhança gostando, foi quando a gente decidiu fazer mais uma edição no mesmo ano em Outubro.
Era eu, Pierre e o Marquinhos e a Rita, que na época representava a Administração Regional da Lapa (Hoje sub-prefeitura) e trabalhava na área cultural. Ela que respondia pela prefeitura com todo o apoio logístico, interagia com o ANHEMBI (Hoje SPTURIS), autorização, limpeza enfim, todos os serviços da prefeitura. Tinha figuras notáveis, entusiastas querendo agregar, ajudar e contribuir.
Na segunda edição, apesar de ter sido em um dia nublado e com garoa, o Fernando Gabeira (atualmente deputado federal pelo PV), esteve presente na feira. Na época, ele era candidato a presidente pelo Partido Verde. Esse ano, de 89, que foi a primeira eleição presidencial depois de 30 anos de ditadura.
Eu sou da geração em que a gente ia para a rua pra pedir “Diretas Já! O povo quer votar”! Tanto que a minha carreira profissional como produtor começou ali também, nos “showmícios” e no Diretas Já.
Antes, precisamos voltar um pouco na história do “Pourquoi Pas”. Bom, a “Creperie Pourquoi Pas”, como era chamada, foi formada por dois franceses, o Pierre e o Gri, e pela Silvana que era brasileira e que podia registrar o negócio no nome dela e que também era esposa do Pierre. Foi aberta em 1987.
Eu conheci o Pourquoi Pas por que sempre freqüentei o bairro, pois tinha muitos amigos na Pompéia. E eu tenho uma história com a Pompéia, desde os 7 anos quando comecei a jogar basquete no Palmeiras.
Na época, eu tinha 20 anos e gostava muito de trabalhar nos bares. Já tinha trabalhado no Bixiga (Bela Vista), quando eu conheci o bar, comecei a freqüentar e logo entrei de garçom. E a Creperie tinha uma idéia muito informal de um lugar pra você comer um crepe francês e consumir arte e cultura.
Tinha exposições, lançamento de livros... tinha várias coisas acontecendo com música e tal. Mas sempre houve problemas com o barulho, com a música, com a vizinhança. Mesmo por que na época a Vila Pompéia era um bairro dormitório. Não tinha “noite” no bairro, pouquíssimos bares. E quando tinha, não era no bairro em si, era encostado, como o Bar do Alemão na Av. Antarctica.
Dois anos depois de sua inauguração, a administração da Creperie passou pra outro Pierre e pro Marquinhos, que manteve o mesmo espírito de fazer arte no bar, fazer cultura. Essa mistura, na ocasião, era muito diferenciada para a vida noturna paulistana. Era um lugar totalmente fora do circuito noturno, por que na época, o que predominava eram Pinheiros, Jardins e Bixiga.
Na ocasião, eu ainda trabalhava de garçom e a gente percebeu que havia um problema sério com a vizinhança. Em uma reunião surgiu a idéia de fazer as atividades do lado de fora. Fazer arte na rua. O que já se fazia normalmente com os amigos que freqüentavam o bar. Escritores, escultores, fotógrafos, publicitários, jornalistas, músicos, artistas plásticos, artesãos, cineastas, pessoal de circo, atores renomados como Jairo Mattos, Zeca Baleiro, todos eles surgiram no “Pourquoi Pas”. Já que tínhamos esse perfil, resolvemos dar um presente pra vizinhança.
A primeira edição dessa festa, que batizamos como “Arte na Rua”, contou com um palco na rua e 17 espaços para entidades sociais. Me lembro que tinha um casal, cuja mulher foi aluna do meu pai, que morou no Senegal. Ela colocou uma barraca para expor o artesanato local. Haviam diversas entidades também, por que na época eu era ecologista, eu era militante no SOS Mata Atlântica, na Associação da Juréia. E trouxe diversas entidades, a maior parte ecológicas e também a Ciça, uma grande amiga que fazia salgados, que hoje tem uma Creperie, na Rua Paulistana, na Vila Madalena. Ela colocou coisas pro pessoal comer, que era o que ela sempre soube fazer bem, é uma profissional na área de gastronomia.
Esse conjunto de coisas foi tão interessante. Eram bandas que já tinham tocado no Pourquoi Pas, artistas que já tinham feito alguma exposição no bar... vieram mais ou menos umas 500 pessoas. E foi tão legal, que todo mundo pediu BIS.
Como foi agora, no evento que nós fizemos em Abril, o DEU JAZZ NA POMPÉIA. Muita gente saiu falando, e foi esse o espírito da Feira, o começo foi assim. E a partir daí, com a vizinhança aprovando, com a vizinhança gostando, foi quando a gente decidiu fazer mais uma edição no mesmo ano em Outubro.
Era eu, Pierre e o Marquinhos e a Rita, que na época representava a Administração Regional da Lapa (Hoje sub-prefeitura) e trabalhava na área cultural. Ela que respondia pela prefeitura com todo o apoio logístico, interagia com o ANHEMBI (Hoje SPTURIS), autorização, limpeza enfim, todos os serviços da prefeitura. Tinha figuras notáveis, entusiastas querendo agregar, ajudar e contribuir.
Na segunda edição, apesar de ter sido em um dia nublado e com garoa, o Fernando Gabeira (atualmente deputado federal pelo PV), esteve presente na feira. Na época, ele era candidato a presidente pelo Partido Verde. Esse ano, de 89, que foi a primeira eleição presidencial depois de 30 anos de ditadura.
Eu sou da geração em que a gente ia para a rua pra pedir “Diretas Já! O povo quer votar”! Tanto que a minha carreira profissional como produtor começou ali também, nos “showmícios” e no Diretas Já.
Por Cleber F.C.Pessoa - Coordenador geral - CCP
Assinar:
Postagens (Atom)